Aos que não são

Autora:  Maíra Luciana Firmino de Souza

Solitários
Caminhantes
Andam, pensam
Mas nada são

A ninguém representam
Vagam pela terra
Buscam um lar
Mas que lar?
O que representa um lar?
Pertencimento?
Um lugar para voltar?

Solitários
Caminhantes
Andam, pensam
Mas nada são

Apenas vazio
Apenas dor
A dor de não ser

A dor de não ter
E para os que não têm
Nega-se o direito à vida
Sendo assim pra que um lar?

Solitários
Caminhantes
Andam, pensam
Mas nada são

Vidas tiradas
Procuras em vão
O não ser…
Implica não ter escolha
Os escolhidos não serão
E no compasso dos inexistentes
Viver é ser sobrevivente

*

Me chamo Maíra, tenho 20 anos, faço o curso de Serviço Social na Universidade de Brasília e sempre gostei de escrever. Minha preferência é por poemas em versos livres, mas já me arrisquei a escrever histórias porém nunca foram publicadas.

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