Quem nem tudo é Happy End

Autor: Fred Rocha

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O homem, contemplando o céu-Universo, o vê um infindo-sempiterno paraíso; o céu, que às vezes fita a humidade, a vê não menos e nem mais do que ela é: um ínfimo e convulso formigueiro.

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Há anos trabalhando nessa indústria; desconstrói-se, ano após ano…

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Nas surradas botas do avô, saudosa, plantou pés de violeta.

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Podre de rico, malgrado a campa e o epitáfio, tampouco a empáfia teria – hora, aos vermes – algum sabor a mais que a miséria…

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Sim! abria mão da direita e té da esquerda, – quem sabe mesmo até d’um seu mindinho –, mas jamais de sua ambidestra deputança…

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Seu corpo, sua pele, sua vontade… condomínio da devassidão alheia.

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Tanto mais focava em “seus” problemas, mais dos quais havia a resolver.

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Pesava-lhe no dedo a aliança. Por lhe ter um sentimento tão tamanho, não lhe quis condenar ao rancor: deixou então de protelar o inevitável…

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Quisera tanto um amor em sua vida, e achara, não obstante, a quem amar…

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Enquanto ele a relembrava arrependido, ela o rememorava com saudade…

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Poeta era, e dos bons! – e um fracasso. Versava o Amor, a Vida e a Beleza. Largou de sua pena – é um sucesso! Um poeta moderno – MC…

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Nasci em Niterói – RJ, em 1985. Particularmente inspirado na literatura clássica e afins. Escrevi o romance de ficção S-4 e a Terra dos Sonhos, o romance juvenil Ao Filho das Estrelas (entre os céus e a Terra), a seleção de contos d’Outros Rasgos, e a coletânea de sonetos Como Nasce um Poeta, além de desenvolver alguns projetos literários.
Até o momento, contemplado em quatro concursos literários. Integro cinco antologias, entre contos, poemas e afins. Possuo alguns textos publicados em blogs literários, como no conceituado Literatura sem fronteiras, então criado e editado pelo escritor Nilto Maciel (1945-2014), na revista literária Subversa (até então sob o pseudônimo Rocha Oliveira), e na revista Avessa.

http://fred-rocha.wixsite.com/escritor

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