Ruínas

Autor: André Macedo

É noite em Cabo de Santo Agostinho,
eu miro o horizonte com desengano
enquanto a passagem de mais um ano,
despeja destroços pelo caminho!

Sem forças para traçar outro plano,
em passos aleatórios, sozinho,
eu fujo do atro destino mesquinho
que tenta seduzir-me em seu engano

Caminho até as ruinas do Forte
e, em cada pedra solta, eu leio a sorte
dos dias de minha própria ruína:

de ser chama onde o céu escureceu
e ter o fígado, qual Prometeu,
comido pelas aves de rapina!

*

Um poeta da beleza e do caos.

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